//<![CDATA[



document.write("<h2> Texto do Dia </h2>");

if(poem == 0){
    document.writeln("<h3> O Analfabeto Político </h3>");
    document.writeln("<p> <small> - Berthold Brecht </small> </p>");
    document.writeln("<p> O pior analfabeto <br/>");
    document.writeln("    É o analfabeto político<br/>");
    document.writeln("    Ele não ouve, não fala,<br/>");
    document.writeln("    Nem participa dos acontecimentos políticos.<br/></p>");
    
    document.writeln("<p> Ele não sabe que o custo de vida,<br/>");
    document.writeln("    o preço do feijão, do peixe da farinha,<br/>");
    document.writeln("    do aluguel, do sapato e do remédio<br/>");
    document.writeln("    dependem das decisões políticas.<br/></p>");
    
    document.writeln("<p> O analfabeto político<br/>");
    document.writeln("    é tão burro que se orgulha<br/>");
    document.writeln("    e estufa o peito dizendo<br/>");
    document.writeln("    que odeia a política.<br/></p>");

    document.writeln("<p> Não sabe o imbecil que,<br/>");
    document.writeln("    da sua ignorância política<br/>");
    document.writeln("    nasce a prostituta, o menor abandonado,<br/>");
    document.writeln("    e o pior de todos os bandidos,<br/>");
    document.writeln("    que é o político vigarista,<br/>");
    document.writeln("    pilantra, corrupto e lacaio<br/>");
    document.writeln("    das empresas nacionais e multinacionais.<br/></p>"); 
}
else if(poem == 1){
    document.writeln("<h3> Nada é Impossível de Mudar </h3>");
    document.writeln("<p> <small> - Berthold Brecht </small> </p>");

    document.writeln("<p> Desconfiai do mais trivial,<br/>");
    document.writeln("    na aparência singelo.<br/>");
    document.writeln("    E examinai, sobretudo, o que parece habitual.<br/>");
    document.writeln("    Suplicamos expressamente:<br/>");
    document.writeln("    não aceiteis o que é de hábito como coisa natural,<br/>");
    document.writeln("    pois em tempo de desordem sangrenta,<br/>");
    document.writeln("    de confusão organizada, de arbitrariedade consciente,<br/>");
    document.writeln("    de humanidade desumanizada,<br/>");
    document.writeln("    nada deve parecer natural, nada deve parecer impossível de mudar.<br/></p>"); 
}
else if(poem == 2){
    document.writeln("<h3> Palavras a um General </h3>");
    document.writeln("<p> <small> - Berthold Brecht </small> </p>");

    document.writeln("<p> General, teu tanque é um carro forte.<br/>");
    document.writeln("    Ele derruba uma floresta<br/>");
    document.writeln("    e esmaga cem homens.<br/>");
    document.writeln("    Tem, porém, um defeito:<br/>");
    document.writeln("    precisa de um motorista<br/></p>");
    
    document.writeln("<p> General, teu bombardeiro é poderoso.<br/>");
    document.writeln("    Voa mais depressa que a tempestade,<br/>");
    document.writeln("    carrega mais que um elefante.<br/>");
    document.writeln("    Tem, porém, um defeito:<br/>");
    document.writeln("    precisa de um piloto<br/></p>");

    document.writeln("<p> General, o homem é muito útil.<br/>");
    document.writeln("    Sabe voar, sabe matar.<br/>");
    document.writeln("    Tem, porém um defeito:<br/>");
    document.writeln("    ele sabe pensar<br/></p>");
}
else if(poem == 3){
    document.writeln("<h3> Elogio do Revolucionário</h3>");
    document.writeln("<p> <small> - Berthold Brecht </small> </p>");

    document.writeln("<p> Quando aumenta a repressão, muitos desanimam.<br/>");
    document.writeln("    Mas a coragem dele aumenta.<br/>");
    document.writeln("    Organiza sua luta pelo salário, pelo pão.<br/>");
    document.writeln("    e pela conquista do poder.<br/></p>");
    
    document.writeln("<p> Interroga a propriedade:<br/>");
    document.writeln("    De onde vens?<br/>");
    document.writeln("    Pergunta a cada idéia:<br/>");
    document.writeln("    Serves a quem?<br/>");
    document.writeln("    Ali onde todos calam, ele fala<br/>");
    document.writeln("    E onde reina a opressão e se acusa o destino,<br/>");
    document.writeln("    ele cita os nomes.<br/>");
    document.writeln("    À mesa onde ele se senta<br/>");
    document.writeln("    se senta a insatisfação.<br/>");
    document.writeln("    À comida sabe mal e a sala se torna estreita<br/>");
    document.writeln("    Aonde o vai há revolta<br/>");
    document.writeln("    e de onde o expulsam<br/>");
    document.writeln("    persiste a agitação.<br/></p>");
}
else if(poem == 4){
    document.writeln("<h3> Odeio os Indiferentes</h3>");
    document.writeln("<p> <small> - Antonio Gramsci </small> </p>");

    document.writeln("<p> Odeio os indiferentes. Como Frederico Hebbel, acredito que 'viver é tomar partido'. Não podem existir apenas homens, os estranhos à cidade. Quem verdadeiramente vive não pode deixar de ser cidadão e partidário. </p>");
    document.writeln("<p> Indiferença é abulia, é parasitismo, é covardia, não é vida. Por isso, odeio os indiferentes. A indiferença e o peso morto da História. É a bola de chumbo para o inovador, é a matéria inerte na qual freqüentemente se afogam os entusiasmos mais esplendorosos.</p>");
    document.writeln("<p> A indiferença atua poderosamente na História. Atua passivamente, mas atua. É a fatalidade, é aquilo com o que não se pode contar; é aquilo que confunde os programas, que destrói os planos mais bem construídos. É a matéria bruta que se rebela contra a inteligência e a sufoca. O que acontece, o mal que se abate sobre todos, o possível bem que um ato heróico (de valor universal) pode gerar, não se deve tanto à iniciativa dos poucos que atuam, quanto a indiferença de muitos.</p>");
    document.writeln("<p>O que acontece não acontece tanto porque alguns o queiram, mas porque a massa de homens abdica de sua vontade, deixa de fazer, deixa enrolarem os nós que, depois, só a espada poderá cortar; deixa promulgar leis que, depois, só a revolta fará anular; deixa subir ao poder homens que, depois, só um sublevação poderá derrubar. </p>");
    document.writeln("<p> Os fatos amadureceram na sombra porque mãos, sem qualquer controle a vigiá-las, tecem a teia da vida coletiva, e a massa não sabe, porque não se preocupa com isso. Os destinos de uma época são manipulados de acordo com visões restritas, os objetivos imediatos, as ambições e paixões pessoais de pequenos grupos ativos, e a massa dos homens ignora, porque não se preocupa. Por isso, odeio os indiferentes.</p>");
}
else if(poem == 5){
    document.writeln("<h3> Sem Título</h3>");
    document.writeln("<p> <small> - Pedro Tierra </small> </p>");
    document.writeln("<p> Se nesta hora o inimigo te procura<br/>");
    document.writeln("recusa o jantar que te oferece.<br/>");
    document.writeln("Recusa a paz,<br/>");
    document.writeln("a vida que te oferece.<br/>");
    document.writeln("O jantar te daria um assento à mesa da noite.<br/>");
    document.writeln("Esta paz é tua escravidão.<br/>");
    document.writeln("E se agora o teu inimigo te propõe a vida, é chegada a hora de sua morte.</p>");
}
else if(poem == 6){
    document.writeln("<h3>Coisas da Vida</h3>");
    document.writeln("<p> <small> - Sérgio de Vaz </small> </p>");
    document.writeln("<p> Hoje <br/>");
    document.writeln("Eu vi uma criança acordada <br/>");
    document.writeln("comendo pão dormido.<br/>");
    document.writeln("Um homem desempregado <br/>");
    document.writeln("empregando uma arma.<br/>");
    document.writeln("Uma mulher vestida em trapos<br/>");
    document.writeln("lavando roupa cara.<br/>");
    document.writeln("Um policial desalmado<br/>");
    document.writeln("separando um corpo da alma.<br/>");
    document.writeln("Uma menina desnutrida<br/>");
    document.writeln("com a barriga cheia.<br>");
    document.writeln("Uma bala perdida <br/>");
    document.writeln("procurando uma veia.<br/>");
    document.writeln("Senhoras de joelhos<br/>");
    document.writeln("Andando sem destino.<br/>");
    document.writeln("Velhos com olhos vermelhos<br/>");
    document.writeln("chorando como menino.<br/>");
    document.writeln("Poetas loucos<br/>");
    document.writeln("cuspindo razão.<br/>");
    document.writeln("Anjos e demônios<br/>");
    document.writeln("Na mesma religião.<br/>");
    document.writeln("A miséria na coleira da fartura<br/>");
    document.writeln("a vida fácil<br/>");
    document.writeln("às custas da vida dura.<br/>");
    document.writeln("Gente sorrindo<br/>");
    document.writeln("com o coração em pranto<br/>");
    document.writeln("surdos ouvindo<br/>");
    document.writeln("a canção dos falsos santos.<br/>");
    document.writeln("Vi mãos calejadas<br/>");
    document.writeln("beijando mãos macias<br/>");
    document.writeln("José nas enxadas<br/>");
    document.writeln("no cabo delas, Maria.<br/>");
    document.writeln("Com mansos olhos de fel<br/>");
    document.writeln("E a boca dura de fera<br/>");
    document.writeln("vi um país no céu<br/>");
    document.writeln("E o inferno na terra.<br/></p>");
}
else if(poem == 7){
    document.writeln("<h3>Aos que Virão Depois de Nós</h3>");
    document.writeln("<p> <small> - Bertolt Brecht </small> </p>");
    document.writeln("<h4>I</h4>");

    document.writeln("<p>Eu vivo em tempos sombrios.<br/>");
    document.writeln("Uma linguagem sem malícia é sinal de estupidez,<br/>");
    document.writeln("Uma testa sem rugas é sinal de iniferença.<br/>");
    document.writeln("Aquele que ri é porque ainda não recebeu a terrível notícia.</p>");

    document.writeln("<P>Que tempos são estes, quando<br/>");
    document.writeln("falar sobre flores é quase um crime.<br/>");
    document.writeln("Pois significa silenciar sobre tanta injustiça?<br/>");
    document.writeln("Aquele que cruza tranqüilamente a rua<br/>");
    document.writeln("já está então inacessível aos amigos<br/>");
    document.writeln("que se encontram necessitados.</p>");

    document.writeln("<p>É verdade: eu ainda ganho o bastante para viver.<br/>");
    document.writeln("Mas acreditem: é por acaso. Nado do que eu faço<br/>");
    document.writeln("Dá-me o direito de comer quando eu tenho fome.<br/>");
    document.writeln("Por acaso estou sendo poupado.<br/>");
    document.writeln("(Se a minha sorte me deixa estou perdido!)</p>");
    
    document.writeln("<p>Dizem-me: come e bebe!<br/>");
    document.writeln("Fica feliz por teres o que tens!<br/>");
    document.writeln("Mas como é que posso comer e beber,<br/>");
    document.writeln("se a comida que eu como, eu tiro de quem tem fome?<br/>");
    document.writeln("se o copo de água que eu bebo, faz falta a<br/>");
    document.writeln("quem tem sede?<br/>");
    document.writeln("Mas apesar disso, eu continuo comendo e bebendo.</p>");

    document.writeln("<p>Eu queria ser um sábio.</p>");

    document.writeln("<p>Nos livros antigos está escrito o que é a sabedoria:<br/>");
    document.writeln("Manter-se afastado dos problemas do mundo<br/>");
    document.writeln("e sem medo passar o tempo que se tem para<br/>");
    document.writeln("viver na terra;<br/>");
    document.writeln("Seguir seu caminho sem violência,<br/>");
    document.writeln("pagar o mal com o bem,<br/>");
    document.writeln("não satisfazer os desejos, mas esquecê-los.<br/>");
    document.writeln("Sabedoria é isso!<br/>");
    document.writeln("Mas eu não consigo agir assim.<br/>");
    document.writeln("É verdade, eu vivo em tempos sombrios!</p>");

    document.writeln("<h4>II</h4>");

    document.writeln("<p>Eu vim para a cidade no tempo da desordem,<br/>");
    document.writeln("quando a fome reinava.<br/>");
    document.writeln("Eu vim para o convívio dos homens no tempo<br/>");
    document.writeln("da revolta<br/>");
    document.writeln("e me revoltei ao lado deles.<br/>");
    document.writeln("Assim se passou o tempo<br/>");
    document.writeln("que me foi dado viver sobre a terra.<br/>");
    document.writeln("Eu comi o meu pão no meio das batalhas,<br/>");
    document.writeln("deitei-me entre os assassinos para dormir,<br/>");
    document.writeln("Fiz amor sem muita atenção<br/>");
    document.writeln("e não tive paciência com a natureza.<br/>");
    document.writeln("Assim se passou o tempo<br/>");
    document.writeln("que me foi dado viver sobre a terra.</p>");

    document.writeln("<h4>III</h4>");

    document.writeln("<p>Vocês, que vão emergir das ondas<br/>");
    document.writeln("em que nós perecemos, pensem,<br/>");
    document.writeln("quando falarem das nossas fraquezas,<br/>");
    document.writeln("nos tempos sombrios<br/>");
    document.writeln("de que vocês tiveram a sorte de escapar.</p>");
    
    document.writeln("<p>Nós existíamos através da luta de classes,<br/>");
    document.writeln("mudando mais seguidamente de países que de<br/>");
    document.writeln("sapatos, desesperados!<br/>");
    document.writeln("quando só havia injustiça e não havia revolta.</p>");
    
    document.writeln("<p>Nós sabemos:<br/>");
    document.writeln("o ódio contra a baixeza<br/>");
    document.writeln("também endurece os rostos!<br/>");
    document.writeln("A cólera contra a injustiça<br/>");
    document.writeln("faz a voz ficar rouca!<br/>");
    document.writeln("Infelizmente, nós,<br/>");
    document.writeln("que queríamos preparar o caminho para a<br/>");
    document.writeln("amizade,<br/>");
    document.writeln("não pudemos ser, nós mesmos, bons amigos.<br/>");
    document.writeln("Mas vocês, quando chegar o tempo<br/>");
    document.writeln("em que o homem seja amigo do homem,<br/>");
    document.writeln("pensem em nós<br/>");
    document.writeln("com um pouco de compreensão.</p>");
    
}
else if(poem == 8){
    document.writeln("<h3>Operário em Construção</h3>");
    document.writeln("<p><small> - Vinícius de Morais</small></p>");

    document.writeln("<p>Era ele que erguia casas<br/>");
    document.writeln("Onde antes só havia chão.<br/>");
    document.writeln("Como um pássaro sem asas<br/>");
    document.writeln("Ele subia com as casas<br/>");
    document.writeln("Que lhe brotavam da mão.<br/>");
    document.writeln("Mas tudo desconhecia<br/>");
    document.writeln("De sua grande missão:</br>");
    document.writeln("Não sabia por exemplo<br/>");
    document.writeln("Que a casa do homem é um templo<br/>");
    document.writeln("Um templo sem religião<br/>");
    document.writeln("Como tampouco sabia<br/>");
    document.writeln("Que a casa que ele fazia<br/>");
    document.writeln("Sendo a sua liberdade<br/>");
    document.writeln("Era a sua escravidão.<br/></p>");

    document.writeln("<p>De fato, como podia <br/>");
    document.writeln("Um operário em construção<br/>");
    document.writeln("Compreender por que um tijolo<br/>");
    document.writeln("Valia mais do que um pão?<br/>");
    document.writeln("Tijolos ele empilhava<br/>");
    document.writeln("Com pá, cimento e esquadria<br/>");
    document.writeln("Quanto ao pão ele comia...<br/>");
    document.writeln("Mas fosse comer o tijolo!<br/>");
    document.writeln("E assim o operário ia<br/>");
    document.writeln("Com suor e com cimento<br/>");
    document.writeln("Erguendo uma casa aqui<br/>");
    document.writeln("Adiante um apartamento<br/>");
    document.writeln("Além uma igreja, à frente<br/>");
    document.writeln("Um quartel e uma prisão:<br/>");
    document.writeln("Prisão de que sofreria<br/>");
    document.writeln("Não fosse, eventualmente<br/>");
    document.writeln("Um operário em construção.<br/></p>");

    document.writeln("<p>Mas ele desconhecia<br/>");
    document.writeln("Esse fato extraordinário:<br/>");
    document.writeln("Que o operário faz a coisa<br/>");
    document.writeln("E a coisa faz o operário.<br/>");
    document.writeln("De forma que, certo dia<br/>");
    document.writeln("À mesa, ao cortar o pão<br/>");
    document.writeln("O operário foi tomado<br/>");
    document.writeln("De uma súbita emoção<br/>");
    document.writeln("Ao constatar assombrado<br/>");
    document.writeln("Que tudo naquela mesa<br/>");
    document.writeln("- Garrafa, prato, facão<br/>");
    document.writeln("Era ele quem os fazia<br/>");
    document.writeln("Ele, um humilde operário,<br/>");
    document.writeln("Um operário em construção.<br/>");
    document.writeln("Olhou em torno: gamela<br/>");
    document.writeln("Banco, enxerga, caldeirão<br/>");
    document.writeln("Vidro, parede, janela<br/>");
    document.writeln("Casa, cidade, nação!<br/>");
    document.writeln("Tudo, tudo o que existia<br/>");
    document.writeln("Era ele quem os fazia<br/>");
    document.writeln("Ele, um humilde operário<br/>");
    document.writeln("Um operário que sabia<br/>");
    document.writeln("Exercer a profissão.<br/></p>");

    document.writeln("<p>Ah, homens de pensamento<br/>");
    document.writeln("Não sabereis nunca o quanto<br/>");
    document.writeln("Aquele humilde operário<br/>");
    document.writeln("Soube naquele momento!<br/>");
    document.writeln("Naquela casa vazia<br/>");
    document.writeln("Que ele mesmo levantara<br/>");
    document.writeln("Um mundo novo nascia<br/>");
    document.writeln("De que sequer suspeitava.<br/>");
    document.writeln("O operário emocionado<br/>");
    document.writeln("Olhou sua própria mão<br/>");
    document.writeln("Sua rude mão de operário<br/>");
    document.writeln("De operário em construção<br/>");
    document.writeln("E olhando bem para ela<br/>");
    document.writeln("Teve um segundo a impressão<br/>");
    document.writeln("De que não havia no mundo<br/>");
    document.writeln("Coisa que fosse mais bela.<br/></p>");

    document.writeln("<p>Foi dentro da compreensão<br/>");
    document.writeln("Desse instante solitário<br/>");
    document.writeln("Que, tal sua construção<br/>");
    document.writeln("Cresceu também o operário.<br/>");
    document.writeln("Cresceu em alto e profundo<br/>");
    document.writeln("Em largo e no coração<br/>");
    document.writeln("E como tudo que cresce<br/>");
    document.writeln("Ele não cresceu em vão<br/>");
    document.writeln("Pois além do que sabia<br/>");
    document.writeln("- Exercer a profissão -<br/>");
    document.writeln("O operário adquiriu<br/>");
    document.writeln("Uma nova dimensão:<br/>");
    document.writeln("A dimensão da poesia.<br/></p>");

    document.writeln("<p>E um fato novo se viu<br/>");
    document.writeln("Que a todos admirava:<br/>");
    document.writeln("O que o operário dizia<br/>");
    document.writeln("Outro operário escutava.<br/></p>");

    document.writeln("<p>E foi assim que o operário<br/>");
    document.writeln("Do edifício em construção<br/>");
    document.writeln("Que sempre dizia sim<br/>");
    document.writeln("Começou a dizer não.<br/>");
    document.writeln("E aprendeu a notar coisas<br/>");
    document.writeln("A que não dava atenção:<br/></p>");

    document.writeln("<p>Notou que a sua marmita<br/>");
    document.writeln("Era o prato do patrão<br/>");
    document.writeln("Que a sua cerveja preta<br/>");
    document.writeln("Era o uísque do patrão<br/>");
    document.writeln("Que o seu macacão de zuarte<br/>");
    document.writeln("Era o terno do patrão<br/>");
    document.writeln("Que o casebre onde morava<br/>");
    document.writeln("Era a mansão do patrão<br/>");
    document.writeln("Que seus dois pés andarilhos<br/>");
    document.writeln("Eram as rodas do patrão<br/>");
    document.writeln("Que a dureza do seu dia<br/>");
    document.writeln("Era a noite do patrão<br/>");
    document.writeln("Que a sua imensa fadiga<br/>");
    document.writeln("Era amiga do patrão.<br/></p>");

    document.writeln("<p>E o operário disse: Não!<br/>");
    document.writeln("E o operário fez-se forte<br/>");
    document.writeln("Na sua resolução.<br/></p>");
    
    document.writeln("<p>Como era de se esperar<br/>");
    document.writeln("As bocas da delação<br/>");
    document.writeln("Começaram a dizer coisas<br/>");
    document.writeln("Aos ouvidos do patrão.<br/>");
    document.writeln("Mas o patrão não queria<br/>");
    document.writeln("Nenhuma preocupação<br/>");
    document.writeln("-\"Convençam-no\" do contrário -<br/>");
    document.writeln("Disse ele sobre o operário<br/>");
    document.writeln("E ao dizer isso sorria.<br/></p>");

    document.writeln("<p>Dia seguinte, o operário<br/>");
    document.writeln("Ao sair da construção<br/>");
    document.writeln("Viu-se súbito cercado<br/>");
    document.writeln("Dos homens da delação<br/>");
    document.writeln("E sofreu, por destinado<br/>");
    document.writeln("Sua primeira agressão.<br/>");
    document.writeln("Teve seu rosto cuspido<br/>");
    document.writeln("Teve seu braço quebrado<br/>");
    document.writeln("Mas quando foi perguntado<br/>");
    document.writeln("O operário disse: Não!<br/></p>");

    document.writeln("<p>Em vão sofrera o operário<br/>");
    document.writeln("Sua primeira agressão<br/>");
    document.writeln("Muitas outras se seguiram<br/>");
    document.writeln("muitas outras seguirão.<br/>");
    document.writeln("Porém, por imprescindível<br/>");
    document.writeln("Ao edifício em construção<br/>");
    document.writeln("Seu trabalho prosseguia<br/>");
    document.writeln("E todo o seu sofrimento<br/>");
    document.writeln("Misturava-se ao cimento<br/>");
    document.writeln("Da construção que crescia.<br/></p>");

    document.writeln("<p>Sentindo que a violência<br/>");
    document.writeln("Não dobraria o operário<br/>");
    document.writeln("Um dia tentou o patrão<br/>");
    document.writeln("Dobrá-lo de modo vário.<br/>");
    document.writeln("De sorte que o foi levando<br/>");
    document.writeln("Ao alto da construção<br/>");
    document.writeln("E num momento de tempo<br/>");
    document.writeln("Mostrou-lhe toda a região<br/>");
    document.writeln("E apontando-a ao operário<br/>");
    document.writeln("Fez-lhe esta declaração:<br/>");
    document.writeln("- Dar-te-ei todo esse poder<br/>");
    document.writeln("E a sua satisfação<br/>");
    document.writeln("Porque a mim me foi entregue<br/>");
    document.writeln("E dou-o a quem bem quiser.<br/>");
    document.writeln("Dou-te tempo de lazer<br/>");
    document.writeln("Dou-te tempo de mulher.<br/>");
    document.writeln("Portanto, tudo o que vês<br/>");
    document.writeln("Será teu se me adorares<br/>");
    document.writeln("E, ainda mais, se abandonares<br/>");
    document.writeln("O que te faz dizer não.<br/></p>");

    document.writeln("Disse e fitou o operário<br/>");
    document.writeln("Que olhava e que refletia<br/>");
    document.writeln("Mas o que via o operário<br/>");
    document.writeln("O patrão nunca veria.<br/>");
    document.writeln("E o operário via as casas<br/>");
    document.writeln("E dentro das estruturas<br/>");
    document.writeln("Via coisas, objetos<br/>");
    document.writeln("Produtos, manufaturas.<br/>");
    document.writeln("Via tudo o que fazia<br/>");
    document.writeln("O lucro do seu patrão<br/>");
    document.writeln("E em cada coisa que via<br/>");
    document.writeln("Misteriosamente havia<br/>");
    document.writeln("A marca da sua mão.<br/>");
    document.writeln("E o operário disse: Não!<br/></p>");

    document.writeln("<p>- Loucura! - gritou o patrão<br/>");
    document.writeln("Não vês o que te dou eu?<br/>");
    document.writeln("- Mentira! -disse o operário<br/>");
    document.writeln("Não podes dar-me o que é meu.<br/></p>");

    document.writeln("<p>E um grande silêncio fez-se<br/>");
    document.writeln("Dentro do seu coração<br/>");
    document.writeln("Um silêncio de martírios<br/>");
    document.writeln("Um silêncio de prisão.<br/>");
    document.writeln("Um silêncio povoado<br/>");
    document.writeln("De pedidos de perdão<br/>");
    document.writeln("Um silêncio apavorado<br/>");
    document.writeln("Com o medo em solidão.<br/></p>");

    document.writeln("Um silêncio de torturas<br/>");
    document.writeln("E gritos de maldição<br/>");
    document.writeln("Um silêncio de fraturas<br/>");
    document.writeln("A se arrastarem pelo chão.<br/>");
    document.writeln("E o operário ouviu a voz<br/>");
    document.writeln("De todos os seus irmãos<br/>");
    document.writeln("Os seus irmãos que morreram<br/>");
    document.writeln("Por outros que viverão.<br/>");
    document.writeln("Uma esperança sincera<br/>");
    document.writeln("Cresceu no seu coração<br/>");
    document.writeln("E dentro da tarde mansa<br/>");
    document.writeln("Agigantou-se a razão<br/>");
    document.writeln("De um homem pobre e esquecido<br/>");
    document.writeln("Razão porém que fizera<br/>");
    document.writeln("Em operário construído<br/>");
    document.writeln("O operário em construção.<br/></p>");
}
else if(poem == 9){
    document.writeln("<h3>Confissões do Latifúndio</h3>");
    document.writeln("<p> <small> - Pedro Casaldáliga </small> </p>");
    document.writeln("<p>Por onde passei,<br/>");
    document.writeln("plantei<br/>");
    document.writeln("a cerca farpada,<br/>");
    document.writeln("plantei a<br/>");
    document.writeln("queimada.<br/>");
    document.writeln("Por onde passei,<br/>");
    document.writeln("plantei<br/>");
    document.writeln("a morte matada.<br/>");
    document.writeln("Por onde passei,<br/>");
    document.writeln("matei<br/>");
    document.writeln("a tribo calada,<br/>");
    document.writeln("a roça suada,<br/>");
    document.writeln("a terra esperada...<br/>");
    document.writeln("Por onde passei,<br/>");
    document.writeln("tendo tudo em lei,<br/>");
    document.writeln("Eu plantei o nada.</p>");
}
else if(poem == 10){
    document.writeln("<h3>Por que cantamos</h3>");
    document.writeln("<p> <small> - Mario Benedetti </small> </p>");
    document.writeln("<p>Se cada hora vem com sua morte.<br/>");
    document.writeln("Se o tempo é um covil de ladrões.<br/>");
    document.writeln("Os ares já não são tão bons ares<br/>");
    document.writeln("e a vida é nada mais que um alvo móvel.</p>");
    
    document.writeln("<p>Você perguntará por que cantamos.</p>");

    document.writeln("<p>Se nossos bravos ficam sem abraço.<br/>");
    document.writeln("A pátria está morrendo de tristeza<br/>");
    document.writeln("e o coração do homem se fez cacos<br/>");
    document.writeln("antes mesmo de explodir a vergonha.</p>");

    document.writeln("<p>Você perguntará por que cantamos.</p>");

    document.writeln("<p>Se estamos longe como um horizonte.<br/>");
    document.writeln("Se lá ficaram árvores e céu.<br/>");
    document.writeln("Se cada noite é sempre uma ausência<br/>");
    document.writeln("e cada despertar um desencontro.</p>");

    document.writeln("<p>Você perguntará por que cantamos.</p>");

    document.writeln("<p>Cantamos porque o rio está soando<br/>");
    document.writeln("e quando soa o rio / soa o rio.<br/>");
    document.writeln("Cantamos porque o cruel não tem nome<br/>");
    document.writeln("embora tenha nome seu destino.</p>");

    document.writeln("<p>Cantamos pela infância e porque tudo<br/>");
    document.writeln("e porque algum futuro e porque o povo<br/>");
    document.writeln("Cantamos porque os sobreviventes<br/>");
    document.writeln("e nossos mortos querem que cantemos.</p>");

    document.writeln("<p>Cantamos porque o grito só não basta<br/>");
    document.writeln("e já não basta o pranto nem a raiva.<br/>");
    document.writeln("Cantamos porque cremos nessa gente<br/>");
    document.writeln("e porque venceremos a derrota.</p>");
	
    document.writeln("<p>Cantamos porque o sol nos reconhece<br/>");
    document.writeln("e porque o campo cheira a primavera<br/>");
    document.writeln("e porque nesse talo e lá no fruto<br/>");
    document.writeln("cada pergunta tem a sua resposta.</p>");
	
    document.writeln("<p>Cantamos porque chove sobre o sulco<br/>");
    document.writeln("e somos militantes desta vida<br/>");
    document.writeln("e porque não podemos nem queremos<br/>");
    document.writeln("deixar que a canção se torne cinzas.</p>");
}
else if(poem == 11){
    document.writeln("<h3>Se os tubarões fôssem homens</h3>");
    document.writeln("<p> <small> - Bertolt Brecht </small> </p>");

    document.writeln("<p>Se os tubarões fossem homens, perguntou a filha de sua senhoria ao senhor K., seriam eles mais amáveis para com os peixinhos?</p>");

    document.writeln("<p>Certamente, respondeu o Sr. K. Se os tubarões fossem homens, construiriam no mar grandes gaiolas para os peixes pequenos, com todo tipo de alimento, tanto animal quanto vegetal. Cuidariam para que as gaiolas tivessem sempre água fresca e adoptariam todas as medidas sanitárias adequadas. Se, por exemplo, um peixinho ferisse a barbatana, ser-lhe-ia imediatamente aplicado um curativo para que não morresse antes do tempo.</p>");

    document.writeln("<p>Para que os peixinhos não ficassem melancólicos haveria grandes festas aquáticas de vez em quando, pois os peixinhos alegres têm melhor sabor do que os tristes. Naturalmente haveria também escolas nas gaiolas. Nessas escolas os peixinhos aprenderiam como nadar alegremente em direcção à goela dos tubarões. Precisariam saber geografia, por exemplo, para localizar os grandes tubarões que vagueiam descansadamente pelo mar.</p>");

    document.writeln("<p>O mais importante seria, naturalmente, a formação moral dos peixinhos. Eles seriam informados de que nada existe de mais belo e mais sublime do que um peixinho que se sacrifica contente, e que todos deveriam crer nos tubarões, sobretudo quando dissessem que cuidam de sua felicidade futura. Os peixinhos saberiam que este futuro só estaria assegurado se estudassem docilmente. Acima de tudo, os peixinhos deveriam rejeitar toda tendência baixa, materialista, egoísta e marxista, e denunciar imediatamente aos tubarões aqueles que apresentassem tais tendências.</p>");
    
    document.writeln("<p>Se os tubarões fossem homens, naturalmente fariam guerras entre si, para conquistar gaiolas e peixinhos estrangeiros. Nessas guerras eles fariam lutar os seus peixinhos, e lhes ensinariam que há uma enorme diferença entre eles e os peixinhos dos outros tubarões. Os peixinhos, proclamariam, são notoriamente mudos, mas silenciam em línguas diferentes, e por isso não se podem entender entre si. Cada peixinho que matasse alguns outros na guerra, os inimigos que silenciam em outra língua, seria condecorado com uma pequena medalha de sargaço e receberia uma comenda de herói.</p>");

    document.writeln("<p>Se os tubarões fossem homens também haveria arte entre eles, naturalmente. Haveria belos quadros, representando os dentes dos tubarões em cores magníficas, e as suas goelas como jardins onde se brinca deliciosamente. Os teatros do fundo do mar mostrariam valorosos peixinhos a nadarem com entusiasmo rumo às gargantas dos tubarões. E a música seria tão bela que, sob os seus acordes, todos os peixinhos, como orquestra afinada, a sonhar, embalados nos pensamentos mais sublimes, precipitar-se-iam nas goelas dos tubarões.</p>");

    document.writeln("<p>Também não faltaria uma religião, se os tubarões fossem homens. Ela ensinaria que a verdadeira vida dos peixinhos começa no paraíso, ou seja, na barriga dos tubarões.</p>");

    document.writeln("<p>Se os tubarões fossem homens também acabaria a ideia de que todos os peixinhos são iguais entre si. Alguns deles se tornariam funcionários e seriam colocados acima dos outros. Aqueles ligeiramente maiores até poderiam comer os menores. Isso seria agradável para os tubarões, pois eles, mais frequentemente, teriam bocados maiores para comer. E os peixinhos maiores detentores de cargos, cuidariam da ordem interna entre os peixinhos, tornando-se professores, oficiais, polícias, construtores de gaiolas, etc. </p>");

    document.writeln("<p>Em suma, se os tubarões fossem homens haveria uma civilização no mar. </p>");
}
else if(poem == 12){
   document.writeln("<h3>Quando os Trabalhadores Perderem a Paciência</h3>");
   document.writeln("<p> <small> - Mauro Luis Iasi</small> </p>");

   document.writeln("<p>As pessoas comerão três vezes ao dia<br/>");
   document.writeln("E passearão de mãos dadas ao entardecer<br/>");
   document.writeln("A vida será livre e não a concorrência<br/>");
   document.writeln("Quando os trabalhadores perderem a paciência</p>");

   document.writeln("<p>Certas pessoas perderão seus cargos e empregos<br/>");
   document.writeln("O trabalho deixará de ser um meio de vida<br/>");
   document.writeln("As pessoas poderão fazer coisas de maior pertinência<br/>");
   document.writeln("Quando os trabalhadores perderem a paciência</p>");

   document.writeln("<p>O mundo não terá fronteiras<br/>");
   document.writeln("Nem estados, nem militares para proteger estados<br/>");
   document.writeln("Nem estados para proteger militares prepotências<br/>");
   document.writeln("Quando os trabalhadores perderem a paciência</p>");

   document.writeln("<p>A pele será carícia e o corpo delícia<br/>");
   document.writeln("E os namorados farão amor não mercantil<br/>");
   document.writeln("Enquanto é a fome que vai virar indecência<br/>");
   document.writeln("Quando os trabalhadores perderem a paciência</p>");

   document.writeln("<p>Quando os trabalhadores perderem a paciência<br/>");
   document.writeln("Não terá governo nem direito sem justiça<br/>");
   document.writeln("Nem juizes, nem doutores em sapiência<br/>");
   document.writeln("Nem padres, nem excelências</p>");

   document.writeln("<p>Uma fruta será fruta, sem valor e sem troca<br/>");
   document.writeln("Sem que o humano se oculte na aparência<br/>");
   document.writeln("A necessidade e o desejo serão o termo de equivalência<br/>");
   document.writeln("Quando os trabalhadores perderem a paciência</p>");

   document.writeln("<p>Quando os trabalhadores perderem a paciência<br/>");
   document.writeln("Depois de dez anos sem uso, por pura obscelescência<br/>");
   document.writeln("A filósofa-faxineira passando pelo palácio dirá:<br/>");
   document.writeln("&lsaquo;declaro vaga a presidência&rsaquo;!</p>");
}
else if(poem == 13){
    document.writeln("<h3>A Internacional</h3>");
    document.writeln("<p><small> - Eugène Pottier</small></p>");
    
    document.writeln("<p>De pé, ó vitimas da fome<br/>");
    document.writeln("De pé, famélicos da terra<br/>");
    document.writeln("Da idéia a chama já consome<br/>");
    document.writeln("A crosta bruta que a soterra</p>");

    document.writeln("<p>Cortai o mal bem pelo fundo<br/>");
    document.writeln("De pé, de pé, não mais senhores<br/>");
    document.writeln("Se nada somos em tal mundo<br/>");
    document.writeln("Sejamos tudo, ó produtores</p>");

    document.writeln("<p>Bem unidos façamos<br/>");
    document.writeln("Nesta luta final<br/>");
    document.writeln("Uma terra sem amos<br/>");
    document.writeln("A Internacional</p>");

    document.writeln("<p>Senhores, Patrões, chefes supremos<br/>");
    document.writeln("Nada esperamos de nenhum<br/>");
    document.writeln("Sejamos nós que conquistamos<br/>");
    document.writeln("A terra mãe livre e comum</p>");

    document.writeln("<p>Para não ter protestos vãos<br/>");
    document.writeln("Para sair desse antro estreito<br/>");
    document.writeln("Façamos nós por nossas mãos<br/>");
    document.writeln("Tudo o que a nós nos diz respeito</p>");

    document.writeln("<p>Bem unidos façamos<br/>");
    document.writeln("Nesta luta final<br/>");
    document.writeln("Uma terra sem amos<br/>");
    document.writeln("A Internacional</p>");

    document.writeln("<p>O crime de rico, a lei o cobre<br/>");
    document.writeln("O Estado esmaga o oprimido<br/>");
    document.writeln("Não há direitos para o pobre<br/>");
    document.writeln("Ao rico tudo é permitido</p>");

    document.writeln("<p>À opressão não mais sujeitos<br/>");
    document.writeln("Somos iguais todos os seres<br/>");
    document.writeln("Não mais deveres sem direitos<br/>");
    document.writeln("Não mais direitos sem deveres</p>");

    document.writeln("<p>Bem unidos façamos<br/>");
    document.writeln("Nesta luta final<br/>");
    document.writeln("Uma terra sem amos<br/>");
    document.writeln("A Internacional</p>");

    document.writeln("<p>Abomináveis na grandeza<br/>");
    document.writeln("Os reis da mina e da fornalha<br/>");
    document.writeln("Edificaram a riqueza<br/>");
    document.writeln("Sobre o suor de quem trabalha</p>");

    document.writeln("<p>Todo o produto de quem sua<br/>");
    document.writeln("A corja rica o recolheu<br/>");
    document.writeln("Querendo que ela o restitua<br/>");
    document.writeln("O povo só quer o que é seu</p>");

    document.writeln("<p>Bem unidos façamos<br/>");
    document.writeln("Nesta luta final<br/>");
    document.writeln("Uma terra sem amos<br/>");
    document.writeln("A Internacional</p>");

    document.writeln("<p>Nós fomos de fumo embriagados<br/>");
    document.writeln("Paz entre nós, guerra aos senhores<br/>");
    document.writeln("Façamos greve de soldados<br/>");
    document.writeln("Somos irmãos, trabalhadores</p>");

    document.writeln("<p>Se a corja vil, cheia de galas<br/>");
    document.writeln("Nos quer à força canibais<br/>");
    document.writeln("Logo verás que as nossas balas<br/>");
    document.writeln("São para os nossos generais</p>");

    document.writeln("<p>Bem unidos façamos<br/>");
    document.writeln("Nesta luta final<br/>");
    document.writeln("Uma terra sem amos<br/>");
    document.writeln("A Internacional</p>");

    document.writeln("<p>Pois somos do povo os ativos<br/>");
    document.writeln("Trabalhador forte e fecundo<br/>");
    document.writeln("Pertence a Terra aos produtivos<br/>");
    document.writeln("Ó parasitas deixai o mundo</p>");

    document.writeln("<p>Ó parasitas que te nutres<br/>");
    document.writeln("Do nosso sangue a gotejar<br/>");
    document.writeln("Se nos faltarem os abutres<br/>");
    document.writeln("Não deixa o sol de fulgurar</p>");

    document.writeln("<p>Bem unidos façamos<br/>");
    document.writeln("Nesta luta final<br/>");
    document.writeln("Uma terra sem amos<br/>");
    document.writeln("A Internacional</p>");
}
else if(poem == 14){
    document.writeln("<h3>Hino do MST</h3>");
    document.writeln("<p><small> - Ademar Bogo</small></p>");

    document.writeln("<p>Vem teçamos a nossa liberdade<br/>");
    document.writeln("braços fortes que rasgam o chão<br/>");
    document.writeln("sob a sombra de nossa valentia<br/>");
    document.writeln("desfraldemos a nossa rebeldia<br/>");
    document.writeln("e plantemos nesta terra como irmãos! </p>");
    
    document.writeln("<p>Vem, lutemos punho erguido<br/>");
    document.writeln("Nossa Força nos leva a edificar<br/>");
    document.writeln("Nossa Pátria livre e forte<br/>");
    document.writeln("Construída pelo poder popular </p>");
    
    document.writeln("<p>Braços Erguidos ditemos nossa história<br/>");
    document.writeln("sufocando com força os opressores<br/>");
    document.writeln("hasteemos a bandeira colorida<br/>");
    document.writeln("despertemos esta pátria adormecida<br/>");
    document.writeln("o amanhã pertence a nós trabalhadores ! </p>");
    
    document.writeln("<p>Vem, lutemos punho erguido<br/>");
    document.writeln("Nossa Força nos leva a edificar<br/>");
    document.writeln("Nossa Pátria livre e forte<br/>");
    document.writeln("Construída pelo poder popular</p>");
    
    document.writeln("<p>Nossa Força regatada pela chama<br/>");
    document.writeln("da esperança no triunfo que virá<br/>");
    document.writeln("forjaremos desta luta com certeza<br/>");
    document.writeln("pátria livre operária camponesa<br/>");
    document.writeln("nossa estrela enfim triunfará! </p>");
    
    document.writeln("<p>Vem, lutemos punho erguido<br/>");
    document.writeln("Nossa Força nos leva a edificar<br/>");
    document.writeln("Nossa Pátria livre e forte<br/>");
    document.writeln("Construída pelo poder popular</p>");
}
else if(poem == 15){
    document.writeln("<h3>Uma Razão a Mais para ser Anticapitalista</h3>");
    document.writeln("<p><small> - Mauro Iasi</small></p>");


    document.writeln("<p>Te amo<br/>");
    document.writeln("E odeio tudo que te deixa triste.<br/>");
    document.writeln("Se o mundo com seus horários e famílias<br/>");
    document.writeln("e fábricas e latifúndios e missas<br/>");
    document.writeln("e classes sociais, dores e mais-valia<br/>");
    document.writeln("e meninas com hematomas<br/>");
    document.writeln("no lugar de sua alegria<br/>");
    document.writeln("insistir em te deixar triste,<br/>");
    document.writeln("apertando sua alma<br/>");
    document.writeln("com suas garras geladas,<br/>");
    document.writeln("teremos, então, que mudar o mundo.<br/>");
    document.writeln("Nenhum sistema que não é capaz<br/>");
    document.writeln("de abraçar com carinho a mulher que amo<br/>");
    document.writeln("e acolher generosamente minha amada classe<br/>");
    document.writeln("é digno de existir.<br/>");
    document.writeln("Está, então, decidido:<br/>");
    document.writeln("Vamos mudar o mundo,<br/>");
    document.writeln("transformá-lo de pedra em espelho<br/>");
    document.writeln("para que cada um, enfim, se reconheça.<br/>");
    document.writeln("Para que o trabalho não seja um meio de vida<br/>");
    document.writeln("para que a morte não seja o que mais a vida abriga<br/>");
    document.writeln("Para que o amor não seja uma exceção,<br/>");
    document.writeln("façamos agora uma grande e apaixonada revolução.</p>");
}
else if(poem == 16){
    document.writeln("<h3>As Vinhas da Ira (trecho adaptado)</h3>");
    document.writeln("<p><small> - John Ernst Steinbeck</small></p>");

    document.writeln("<p>- Nós estaremos nos cantos escuros.<br/>");
    document.writeln("Estaremos em todo lugar.<br/>");
    document.writeln("Onde quer que olhe.<br/>");
    document.writeln("Onde houver uma luta para que os famintos possam comer, nós estaremos lá.<br/>");
    document.writeln("Onde houver um policial surrando um sujeito, nós estaremos lá.<br/>");
    document.writeln("Estaremos onde os homens gritam quando estão enlouquecidos.<br/>");
    document.writeln("Estaremos onde as crianças riem quando estão com fome e sabem que o jantar está pronto.<br/>");
    document.writeln("E, quando as pessoas estiverem comendo o que plantaram e vivendo nas casas que construíram, nós também estaremos lá.<br/>");
    document.writeln("Nós continuamos sempre.<br/>");
    document.writeln("Somos os que sobrevivemos.<br/>");
    document.writeln("Não conseguem acabar conosco.<br/>");
    document.writeln("Não podem nos esmagar.<br/>");
    document.writeln("Vamos continuar sempre.<br/>");
    document.writeln("Porque somos o POVO.</p>");
}

//]]>
